Vontade de escrever...
"Se eu pudesse dizer a você o que desejo transmitir, não haveria necessidade de dançar." – Isadora Duncan.
Inconstante!
Um gemido contínuo dentro de mim...
Os sentimentos confusos
(e quando é que não estiveram?).
Como escrever o que foi pensado para ser dito, faltam oportunidades. Oportunidades o inferno coragem. Ao olhar seres evoluídos, nos deparamos conosco em um momento de vulnerabilidade.
Uma visitante do Blog disse que não entendeu nada desta idéia de seres evoluídos, com certeza ainda não se sentiu ridícula na frente de seu objeto de desejo, não sentiu o silêncio pesar no ar, não teve a nítida impressão que se não disser nada no próximo segundo seu objeto se vai, talvez nunca tenha se visto no outro.
Assumir esse sentimento de inferioridade como fizemos no outro post, não é nada fácil. É admitir fraquezas, e covardias.
Seres evoluídos são intocáveis, escondem dentre uma armadura toda trincada um ser todo delicado e amedrontado, “isso é coisa de um rapaz que sem ter proteção foi se esconder atrás da cara de vilão, então não faz assim rapaz não bota este cartaz agente não cai não...” (Maria Rita).
Seres evoluídos conseguem nos levar as nuvens com o brilho de um olhar, a leveza de um sorriso, e ao mesmo tempo nos arremessar a metros de distância com a frieza de seus gestos.
Cabe aos sujeitos de seres evoluídos uma compreensão aparentemente básica, mas de difícil introjeção. Ao nos arremessarem a metros estes estão apenas se defendendo, pode até parecer que sabem exatamente o questão fazendo, mas são tão frágeis quanto nós só não conseguem lidar com isso. Enquanto aceitamos de forma passiva, negam o quanto podem, atacam o quanto podem, pois se essa armadura agressiva for transposta pronto estão expostos e prontos a se envolver (phodeu).
E viva a dialética.
Seres evoluídos são encantadores, do contrário não ostentariam tal título.
*Escrito por Danilo Ramos e Marcelha Leone
Midi: “Cuide bem do seu amor” – Paralamas do Sucesso
“A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega No momento em que eu queria ver (...)
Palavras duras em voz de veludo E tudo muda, adeus velho mundo A um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor Seja quem for”
Escrito por Marcelha às 15h15
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É preciso exorcizar...
Achei que pudesse ser TPM, mas até quando?
Me concentro, ao menos tento...
Banho quente, lágrimas.
Música? Não...
Livros, psicanálise, Freud, Jung, Melanie Klein, Adler, Lacan...
Isso, concentra: Adler, Lacan...
Adler, Lacan...
Respiro fundo...
Lápis, papel...
Banho
(De novo? Não faz 40 minutos que saiu de baixo do chuveiro).
Vou sair...
O vento na cara
Deus, onde estou?
Trabalho, cansaço...
Enxaqueca
Remédio
Faculdade.
_ Me desculpa por ontem?
_ Que é isso, não tem que pedir desculpas, eu não tava legal.
Aula.
Argh! Comportamental...
Ei, até que isso é interessante,
_ Dani, não é aquele negócio que vimos em processos? Tá ficando confuso...
Intervalo.
Cuba
_Alô! Nana, que saudade... Te vejo sábado!
Rum
_ Gui! Seu Filho da Puta irresponsável, pega gelo.
Cuba!
Adler, Lacan...
Cuba!
Ah? Como assim? Tô ficando de porrinho?
Putz, não comi nada...
Aula
Mc
Blog?
Chuva, ônibus, casa...
“Papai do céu, cuida do ser evoluído por mim? Amem”.
MIDI: “Sem Mandamento” – Oswaldo Montenegro
Escrito por Marcelha às 11h20
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Verdade é pra falar” (Isabella Taviani – “Último Grão”)
Algumas frases me invadem:
“Eu e você, podia ser Mas o vento mudou a direção” (Isabella Taviani – “Último Grão”).
“Por que cargas d'águas Você acha que tem o direito De afogar tudo aquilo que eu Sinto em meu peito” (Raul Seixas – “Sapato 36”)
Seria hipócrita se dissesse que estou bem!
É louco isso, aí começo a viajar. Penso naquele papo do Danilo de “Seres Evoluidos”.
Falo sozinha, falo contigo, mesmo que não me ouça...
Volto para o trabalho, meia hora mais cedo do horário normal, não dava pra ficar em casa, alias não tenho cabeça pra nada.
MSN, conversa, pontos de vistas expostos, confusões, blá blá blá.
“Ah, se fosse como a gente quer Ah, e se o planeta explodir Eu quero que seja em plena manhã de domingo e que eu possa assistir” (Oswaldo Montengro -“Condor”).
Putz, o Danilo! Bom que esteja por aqui...
Inicia-se o assunto, “seres evoluidos”, eu em minha mesa, cheia de trabalho pra fazer, ele imagino que o mesmo, filosofando nossas dores, e o pior, sem ao menos um chopp para acompanhar.
continuando...
Escrito por Marcelha às 16h01
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Esse papo de “seres evoluídos” parece até piada, mas até que faz algum sentindo, ou pelo menos pode (ou quem sabe poderá algum dia) fazer algum sentindo.
Ou na verdade é só mais uma forma que encontramos para descarregar nossas dúvidas, frustrações e/ou dores.
Colocar no outro a responsabilidade por nossas frustrações até parece um jeito bastante fácil de resolver nossos problemas, quando seres evoluídos assumem este papel de bode expiatório de nossas vidas, ficamos aliviados, passar para o outro o problema nos faz descansarmos em nossa dor.
Mas lamentavelmente esse descanso é ilusório, pode parecer aliviar, mas a carga é pesada e ao sentir-mos inferiores a carregamos nos ombros, costas, e PEITO.
Sentimentos de rejeição, descaso, indiferença... Ninguém quer estar deste lado do tabuleiro.
Preferir se fazer de vitima deixando que a derrota seja visivelmente o conforto dos covardes é tão fácil quanto julgar o outro superior por não nos acharmos bons o suficiente para mostramos nossas armas internas cheias de remendos e fragilidades. Quando me assumo inferior, assumo que gostaria de ser bom o suficiente, mas como não sou coloco no outro a carga de querer mais do que tenho a oferecer.
É em momentos como esses que invadem esses sentimentos de inferioridade, mas ninguém quer ser inferior, covardemente se atribui ao outro uma superioridade que lá no fundo gostaríamos de acreditar.
Numa busca louca de descarregar nossas culpas.
Aos seres ditos superiores seu merecido mérito. Alcançam o mais profundo interior dos que assim os intitulam, encontram nesta manifestação de rejeição a ferramenta fundida pelo mais perfeccionista dos fundidores. Ferramenta esta que alcança e arromba a mais escondida de nossas gavetas internas. Nela guardamos o mais verdadeiro sentimento de rejeição perante a vida e ao encontrarmos em contato com esse arrombamento temos a nítida noção que não conseguiremos de novo concertar esta fechadura e trancar estes sentimentos. Mérito a quem lhe merece!
* Escrito por Danilo Ramos e Marcelha Leone
Midi: Hoje não colocarei nenhuma midi,
acredito que as vezes o silêncio é a melhor resposta...
Escrito por Marcelha às 16h00
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